Bukchon Kanok e os bonecos Kokdu

A viagem de Tóquio para Seul, a capital da Coréia do Sul, é quase uma ponte aérea: leva pouco mais de 2 horas de voo. Tivemos o sábado para passear pela cidade, que estava bem cheia de turistas, quase todos orientais – a maioria chineses e japoneses. Me senti ainda mais estrangeira lá do que aqui em Tóquio.

Cerca de 900 casas da época da dinastia Joseon, que comandou a Coréia entre os séculos XIV e XIX, estão preservadas no meio da Seul ultra moderna, no vilarejo de Bukchon Kanok. Várias placas avisam que os visitantes devem fazer silêncio ao passear pelas ruazinhas estreitas, que até hoje são residenciais.

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Em uma das casas fica um pequeno e museu das tradicionais figuras Kokdu, bonecos feitos de madeira representando pessoas, animais e criaturas míticas. Os Kokdus serviam para acompanhar os mortos em sua jornada ao desconhecido. Os coreanos acreditavam que os bonecos poderiam ajudar a suavizar os sentimentos de ansiedade e insegurança de quem estava deixando a vida e também a tristeza de quem perdia os entes queridos.

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