Analfabeta

Quando soube que me mudaria para o Japão, pensei nos terremotos, tsunamis e radiação, é claro. Mas minha maior preocupação foi constatar que aqui eu seria analfabeta. Para um ocidental, a língua escrita do oriente é uma loucura. Aqui eles tem três: o kanji, o hiragana e o katakana. As três maneiras de escrever se misturam nos textos, que não têm nem espaço entre as palavras.

O katakana, que é o “alfabeto” que estou tentando aprender na aula da japonês, foi criado só para palavras estrangeiras. Um menu de restaurante italiano, por exemplo está escrito em katakana. Cada símbolo se refere a um fonema, e a palavra é escrita da maneira que os japoneses a pronunciam. Como eles não conseguem falar a consoante isolada, o nome da minha filha, Isabel, vira Isaberu: イサベル

Mas entender os cartazes aqui não é tão difícil quanto eu imaginei. Muitos têm tradução em inglês, e eles também recorrem aos desenhos didáticos para passar as mensagens que consideram importantes. Cada vez que me deparo com um deles, tiro uma foto. Prestem atenção nessas aqui. Vocês vão perceber o quanto os japoneses são preocupados com o comportamento nos transportes públicos…

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