Perfeição

Nos magníficos jardins japoneses, a natureza é esculpida meticulosamente. Por isso os considero obras de arte. O Ritsurinkoen fica em Takamatsu, cidade da ilha de Shikoku, no sul do Japão. A mágica especial desse jardim é que sua beleza tem como moldura o monte Shiun.

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Cada elemento tem um significado e o objetivo é recriar uma paisagem em miniatura. As pequenas lagoas e riachos representam os mares, lagos e rios e as carpas contribuem para dar mais vida e cor:

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As pontes e ilhas tornam o passeio mais encantador, e na minha visita ainda tive a sorte de encontrar esse casal de noivos! Eles posaram para a minha câmera e nem imaginavam que meus leitores brasileiros iriam conhecê-los…

 

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As lanternas de pedra que tanto me encantam são enfeites discretos e que se integram ao jardim. Essa tem um significado especial, representa um poema chinês que evoca o reflexo da lua no lago: “ao tocar na água, pego a lua com minhas mãos.”

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A lanterna fica ao lado da casa de chá, construída em torno de 1640 e frequentada por várias gerações de Daimyo, os senhores feudais que controlavam o Japão na Era Edo.

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Lá dentro, fiquei encantada com o lindo arranjo de Ikebana e a padronagem em madeira da parede.

As árvores são podadas com pequenas tesouras, um trabalho de extrema delicadeza. Ao visitar um jardim japonês, é muito comum encontrar os jardineiros concentradíssimos como esses:

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Na entrada do parque, um cartaz indicava os pontos mais bonitos nessa época do ano (outono). As folhas vermelhas e laranjas eram óbvias e magníficas, e naquele dia sem vento, o reflexo no espelho d’água foi mais um presente.

 

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E a outra atração? Flores amarelas, que deveríamos procurar no sul do parque, porque esse período de novembro seria a época perfeita para admirá-las. E lá fui eu e minha amiga Kirsten em busca delas. Essa é a prova de que os japoneses amam cada detalhe da natureza, pois mais singelo que seja.

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