Pelo Japão

Nara

Para escrever sobre os templos e santuários que visito aqui no Japão, tento buscar as informações em folhetos ou em livrinhos traduzidos para o inglês, vendidos ou distribuídos pela administração dos locais. Os textos que encontro nesse material têm em comum a descrição detalhada de cada destruição e restauração dos lugares sagrados. Começando a pesquisar sobre o Todai-ji, complexo de templos que é a principal atração de Nara, fico sabendo que a colossal imagem do Buda gigante que repousa no prédio principal teve a sua construção concluída em 749 e manteve sua forma original até 855, quando sua cabeça caiu por causa de um terremoto. Depois vieram incêndios, quedas de raios e outras calamidades. Nara não sofreu como Tóquio com os bombardeios da Segunda Guerra Mundial, por isso lá podemos encontrar estruturas bem mais antigas do que na capital.

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O Buda de Nara é chamado de Varoicana, que em linhas simples personifica uma luz de sabedoria e compaixão. O corpo da estátua atual foi reconstruído século XII, e a cabeça, no século XVII. Dentro do templo que protege o grande Buda e várias outras estátuas, barraquinhas vendem amuletos delicados, que prometem trazer boas vibrações para o trabalho, filhos, estudos, relacionamentos, saúde e vários outros aspectos da vida. Gente das mais diversas nacionalidades, religiões e culturas compram as lembrancinhas.  Interessante constatar como os desejos são tão compartilhados e comuns…

 

O pavilhão que guarda o grande Buda fica no fim de uma grande avenida, aonde se chega depois de atravessar um portal de 25 metros de altura, erguido em 1199.

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Essas duas estruturas estão dentro de um parque que abriga também outros templos, colinas, muitas árvores, lagos e uma quantidade impressionante de cervos que vivem livres e perseguem os turistas buscando comida.

Fiquei com pena da menina, apavorada com os bichos…

Durante meu passeio por Kyoto e Nara, passei por muitas fontes. O barulho da água correndo está sempre presente nos jardins japoneses. Sempre tento parar e escutar, assim me sinto um pouco integrada ao ambiente tão mágico e calmo. Editei um vídeo para que meus leitores do blog sintam um pouco também a paz que reina nesses lugares.

 

 

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